segunda-feira, 16 de setembro de 2013

AMIZADE DOM SUPREMO...

O que melhor sei fazer



Há pouco tempo ouvi um conto sobre dois vizinhos, amigos de outrora que se tornaram inimigos. Viviam separados por um rio, que na verdade nunca fora dificuldade para que convivessem ou celebrassem as vitórias  e alegrias. O rio que separava as suas propriedades nunca fora motivo para que se distanciassem e não se apoiassem nas derrotas e tristezas.
Mas, em se tratando de ser humano, tudo é possível. Por uma palavra mal dita, uma ação incompreendida, um silêncio reprovador, seja lá o que for, somos capazes de criar muros intransponíveis.

Assim aconteceu com nossos amigos deste conto. Já não se permitiam mais a comunicação aberta, já não queriam mais a presença, já não somavam mais cumplicidade.
O rio que, desde a infância de ambos, era fonte de diversão, essencial para alimentação, inspiração para o repouso, agora era o obstáculo quase perfeito. Podia impedir que o seu contrário chegasse ao outro lado. Quase perfeito, pois ainda permitia que se olhasse, que buscassem na mesma fonte a água para a vida, o alimento cotidiano. O rio ainda brindava aos dois o mesmo burburinho, tranquilo e pacificador, das águas correndo entre as pedras. "Isso não é possível!" dizia o coração fechado e ameaçado pela possibilidade de ceder aos apelos da maturidade, do bom senso, da vontade de perdoar. Ou quem sabe, de simplesmente ouvir a versão do outro, entender que não foi com má intenção, ou que, afinal, somos todos humanos com telhados de vidro.

Um dos vizinho teve a coragem para dar o basta. Contratou um pedreiro para construir um muro.
Seria o ponto final dessa história de desencontro. A segurança do muro evitaria os incômodos de ver o "outro" pescar, nadar, celebrar a vida, do outro lado do rio. A parede de pedras poria um fim no desejo de aproximar-se e reconciliar-se. Nunca mais o exercício da humildade, do diálogo e da compreensão seriam necessários. Finalmente, com aquele muro, o homem poderia estar livre...
O pedreiro chegou, as ordens foram dadas e mãos à obra. O dono da empreitada preferiu ausentar-se para não sentir-se incomodado. Saiu mas deixou a expressa ordem de que o muro fosse alto e seguro, para que não precisasse ver, ouvir ou sentir o que se passava do outro lado.
Ao retornar, a obra estava feita. Uma ponte magnífica cobria o rio. As pedras eram as bases ideais para aquela construção. Os arcos eram perfeitos, o caminho plano. 

Indignado, o senhor que contratara o pedreiro se aproximou. A cada passo ele já não podia controlar seus sentimentos, pois aquela construção ressaltava a beleza do rio que ultimamente ele já não olhava, já não escutava, já não sentia. O rio estava alí, cheio de vida.

O obreiro adiantou-se e disse ao patrão: "Sei que não foi essa a sua ordem. O senhor não precisa me pagar. Sou construtor de pontes e não de muros. Não podia ir contra aquilo que melhor sei fazer."
Como se não bastasse, do outro lado do rio, estava o vizinho, o antigo amigo, aquele que pescava junto, dividia a água e o frescor do rio.
Do outro lado da ponte estava o amigo e dizia em voz alta, em tom festivo."Obrigado, amigo, por mandar construir essa ponte. Eu sabia que você estava pensando em algo para facilitar a nossa convivência. Já estamos velhos e não temos a mesma força para remar. Nossa infância está distante e já não nos metemos n'água a nadar. Os peixes já não são fartos como em outros tempos. Mas você, amigo, sempre preocupado comigo."

Do lado de cá, tomado por uma grande surpresa, aquele que contratara o pedreiro não sabia o que fazer ao ver seu vizinho cruzar a ponte em direção a sua casa. Seu amigo estava envelhecido, com passos lentos, mas com um sorriso e os braços abertos.
Enquanto cruzava a fabulosa ponte, passo a passo, o vizinho de lá dizia ainda: "Eu vinha te observando há muito tempo. Sabia que o seu silêncio não era gratuito. Alguma coisa boa você estava criando e, por isso, não quis incomodar. Respeitei o seu silêncio até que você mandou construir essa ponte para que pudéssemos nos encontrar. Nesta hora tive a certeza, você realmente é um grande amigo."

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

INFORMATIVO GIRASSOL: ENQUETE

INFORMATIVO GIRASSOL: ENQUETELer é prazer, sonhar, viajar. Desde quando nascemos,iniciamos a leitura. Visual é claro, no decorrer,vamos ouvindo,logo decifrando as palavras,o significado. Lembra? Quando você diz "PAI", você começa a construir palavrinhas, e ao longo da vida,as palavras sempre surgirão, algumas você precisa interar, pois não sabe o significado. Mas a medida da sua busca,abertura. Observa-se  a necessidade de percorrer outros universos, da palavra, pois a riqueza que as mesmas possuem nos fazem viajar no tempo,nos lugares. Enfim em tudo está a palavra. Leitura é essencial,é preciso estar sempre buscando ler. Ler de tudo,com análise crítica, formando opinião,e decifrando o código da linguagem.Prof: Fleusa Matos

quarta-feira, 31 de março de 2010

TEXTO III - O BOTO E A BAÍA DA GUANABARA - HETZEL,B.Piraiaguara.São Paulo:Ática,2000

O BOTO E A BAÍA DA GUANABARA

Piraiaguara sentiu um grande orgulho de ser carioca. Se o Atobá Maroto tinha dado nome para as ilhas, ele e todos os outros botos eram muito mais importantes. Eles eram o símbolo daquele lugar privilegiado: a cidade do Rio de Janeiro.
A "mui leal e heroica cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro".
Piraiaguara fazia questão de lembrar do título, e também de toda a história da cidade e da Baía de Guanabara. Os outros botos zombavam dele: _ Leal? Uma cidade que quase acabou conosco, que poluíu a baía? Heroica? Uma cidade que expulsou as baleias,destruiu os mangues e quase não nos deixou sardinhas para comer? Olha aí para o fundo e vê quanto cano e lixo essa cidade jogou aqui dentro! _ Acorda do encantamento, Piragaiaguara! O Rio de Janeiro e a Baía de Guanabara foram bonitos sim, mas isso foi há muito tempo. Não adianta ficar suspirando pela beleza do Morro do Castelo, ou pelas praias e pela mata que desapareceram. Olha que, se continuar sonhando acordado, você vai acabar sendo atropelado por um navio!
O medo e a tristeza passavam por ele como um arrepio de dor. Talvez nenhum outro boto sentisse tanto a violência da destruição da Guanabara. Mas, certamente , ninguém conseguia enxergar tão bem as belezas daquele lugar. Num isntante, o arrepio passava, e a alegria brotava de novo sem seu coração.

Marque a correta, responda com atenção ao marcar a letra correta:

1 - Os outros botos zombavam de Piraiaguara, porque ele

( a ) conhecia muito bem a história do Rio de Janeiro.
( b ) enxergava apenas o lado bonito do Rio de Janeiro.
( c ) julgava os botos mais importantes do que os outros animais.
( d ) sentia tristeza pela destruição da Baía da Guanabara.

2 - O fato que provoca a discussão entre as personagens é

( a ) a escolha de nomes de botos para as ilhas.
( b ) a história da cidade do Rio de Janeiro.
( c ) o orgulho do boto pela cidade do Rio de Janeiro.
( d ) os perigos do Rio de Janeiro para os botos.

3 - Em "se continuar sonhando acordado, você vai acabar sendo atropelado por um navio!", o termo sublinado SE, no inicio da questão estabelece, nesse trecho , relação de

( a ) causa.
( b ) concessão.
( c ) condição.
( d ) tempo.

ATENÇÃO: Preste atenção nas suas respostas mencionando o número da questão e a letra corretamente, não esqueça nome e série,,boa sorte....

terça-feira, 23 de março de 2010

TEXTO II - AS AMAZÔNIAS - P.SALDANHA.

As Amazônias


Esse tapete de florestas com rios azuis que os astronautas viram é a Amazônia. Ela cobre mais da metade do território brasileiro. Quem viaja pela região não cansa de admirar as belezas da maior floresta tropical do mundo. No início era assim: água e céu.
É mata que não tem mais fim. Mata contínua, com árvores muito altas, cortada pelo Amazonas, o maior rio do planeta. São mais de mil rios desaguando no Amazonas. É água que não acaba mais.

SALDANHA,P.


ATIVIDADE

1 - Marque a correta:

No texto, o uso da expressão "água que não acaba mais" revela.

(a) admiração pelo tamanho do rio.
(b) ambição pela riqueza da região.
(c) medo da violência das águas.
(d) surpresa pela localização do rio.

2 - O texto trata:

(a) da importância econômica do rio Amazonas.
(b) das caracteristicas da região Amazônica.
(c) de um roteiro turístico da região do Amazonas.
(d) do levantamento da vegetação amazônica.

3 - A frase que contém uma opinião é

(a) "cobre mais da metade do território brasileiro".
(b) "não cansa de admirar as belezas da maior floresta".
(c) "...maior floresta tropical do mundo".
(d) "Mata contínua cortada pelo Amazonas".

ATENÇÃO: Marque corretamente, não esqueça seu nome , série , e turno.
BOA SORTE....até a próxima.